visão noturna

"Já era manhã, tudo funcionava no padrão: natureza disfarçada, homens empilhados, testas contraídas, cigarros cintilando, buzinas grunhindo e máquinas soando os primeiros “zzzs” — ainda ao longe. Logo outras responderam e tudo se preencheu de martelos, estacas e serras, desafinando a madrugada."

 

- Trecho do álbum-livro Visão Noturna 

(projeto que surge do encontro entre o brasileiro Felipe Antunes e o angolano Nástio Mosquito)

cru

"É preciso acreditar, o Sol Quente vai embora. 

Cru acorda com a Sombra, sem Maresia. 

Pois é de Mar que o Álbum é feito, e do Sal 

qu’Ele aporta. Grande Corpo de Água, vacinado 

pela História, Felipe Antunes atravessa. Sua Voz 

e a de suas Amizades amortecem a Forte Rebentação. 

Conscientes do Perigo, evocam apenas o Trânsito —

quem os escuta, sente-se em Casa. 

Navegar é preciso, mas sem companhia é impossível escrever. 

Não tem tristeza que aguente a certeza, é preciso 

navegar antes de morrer."

— Wagner Swchartz

(prefácio do  álbum-livro CRU)

lâmina

"E este é um disco de poeta:

o texto livre desamarra a melodia,

(des)orienta a métrica, libera os sentidos:

e a canção se abre pra a poesia divagar."

 

— Maurício Pereira

(prefácio do álbum-livro Lâmina)